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Reconhece o abuso e volta
A pessoa que você atende reconhece que a relação é abusiva. Descreve com precisão o que sofre, chora na sessão. Na semana seguinte, voltou para a relação.
Grupo de Interlocução Clínica
Um grupo fechado de discussão de casos entre psicólogos que atendem vítimas de abuso narcisista e de relações abusivas, conjugais ou familiares.
Este grupo não existe para ensinar psicoterapia a quem já sabe fazer. Existe para preencher o que a graduação não ensinou.
Quero me candidatarSão dez perguntas, cerca de dez minutos. Nenhum pagamento é feito nesta etapa.
O que trava
O que trava é específico.
imagem-sessao.jpg nesta pasta e ela aparece aqui. Sugestão: horizontal, larga.01
A pessoa que você atende reconhece que a relação é abusiva. Descreve com precisão o que sofre, chora na sessão. Na semana seguinte, voltou para a relação.
02
É a quinta sessão consecutiva analisando o comportamento de quem abusa. Você percebe que há dois meses conduz uma terapia sobre alguém que nunca entrou no consultório.
03
O relato de hoje desmente o que foi dito há quinze dias. Você não sabe se está diante de distorção de memória, de gaslighting internalizado, ou de um erro próprio de escuta.
Nenhuma graduação em Psicologia no Brasil prepara para esses casos. A formação deu psicopatologia, técnica, ética e escuta clínica. Depois colocou você diante de uma relação com regras próprias. Ela não responde ao raciocínio clínico de sempre, e quase não existe literatura séria sobre ela em português.
O resultado é previsível: gente competente atendendo no escuro. E quase sempre sozinha, porque não há a quem perguntar.
Quem está por perto para conversar conhece bem a abordagem, mas não conhece esse tipo de caso.
Quem participa
O grupo se faz do que cada participante traz. Por isso as duas listas abaixo têm o mesmo peso. Se a segunda descrever o seu momento agora, isso não fala da sua competência. Fala só de encaixe.
Para quem é
Psicólogos que já atendem, ou começaram a receber, casos de relações abusivas: conjugais, familiares ou de outro tipo. Casos de abuso narcisista, manipulação e dependência emocional. E que sabem que não tiveram formação específica sobre isso.
Estar atendendo pelo menos um caso assim agora, ou ter atendido nos últimos seis meses. O grupo trabalha sobre casos reais, e é isso que cada participante traz.
Não é indicado para
O grupo é aberto a profissionais de outras abordagens. O que reúne todos não é a técnica, é o modo de entender o caso. Cada um conduz as intervenções dentro da própria abordagem.
Para deixar claro
O que é
Um espaço fechado de interlocução clínica e discussão de casos entre profissionais, conduzido por Elizabeth Pimentel.
O que não é
O ponto que não se negocia
A responsabilidade técnica e ética sobre cada caso permanece integralmente com o profissional que o atende.
Nada do que se discute aqui substitui o seu julgamento clínico, o seu registro em prontuário ou as suas obrigações com o Conselho Regional de Psicologia. Conversar com outros profissionais ajuda a ver o caso de outro ângulo. A decisão continua sendo de quem está na sala e conhece o caso inteiro.
O programa e o método
As nove perguntas que você leva para qualquer caso: o método do grupo
Apresentado no primeiro encontro e usado em todos os casos que o grupo discute. Não é formulário para preencher. É um jeito de pensar o caso.
São nove perguntas. Elas ajudam a separar o que você observa do que você supõe, a ver o que ainda falta saber, a avaliar risco, a decidir o que vem primeiro e a escolher o que observar nas próximas sessões. Você recebe as nove no primeiro encontro. Elas ficam com você depois do trimestre.
A Ficha de Formulação de Caso é esse mesmo caminho em formato para preencher. Quem vai apresentar usa a Ficha. No sexto encontro, o grupo percorre um caso completo pelas nove perguntas, sem condução.
A sequência do trimestre. Clique em cada encontro para ver o conteúdo.
Os encontros não são assuntos soltos. Cada um prepara o seguinte:
Como ler o caso quando a relação é abusiva
Isto é conflito relacional ou é uma relação abusiva?
A leitura de caso de sempre não dá conta dessa dinâmica. Este encontro trata do que precisa entrar na leitura e costuma ficar de fora.
Conteúdo
Também acontece aqui
Elizabeth apresenta um caso da própria clínica e o percorre ao vivo pelas nove perguntas. É assim que o grupo vai trabalhar nos encontros seguintes. Também acontece aqui a apresentação da Ficha, a definição de quem apresenta em cada encontro e a retomada do contrato.
O que o participante sai sabendo fazer: ler o caso incluindo o que a leitura de sempre não alcança.
O encontro que ninguém teve na formação
Você identifica escalada de violência numa sexta-feira à tarde. O que você faz na segunda?
Conteúdo
O que o participante sai sabendo fazer: avaliar risco, construir plano de segurança, e saber onde termina sua atuação.
Vínculo, sentimentos contraditórios, permanência e retorno
Por que informação não produz mudança?
Conteúdo
Quase não existe material em português sobre como cuidar do conflito entre fé e separação. E é justamente a hora em que o terapeuta mais se cala. Não é o encontro mais importante dos seis. É o único cujo conteúdo você não encontra em outro lugar.
O que o participante sai sabendo fazer: ler permanência e retorno clinicamente, sem tomá-los como fracasso.
Devolvendo o foco a quem está na sala
Estou tratando quem?
Conteúdo
O que o participante sai sabendo fazer: recolocar no centro quem está na sala, sem desautorizar.
A marca que essa relação deixa, e como reconstruir a partir dela
O que exatamente ficou danificado?
A pessoa sai da relação e continua sem conseguir confiar no que vê, no que sentiu, no que lembra. É essa a marca que essa relação deixa, e é dela que vêm os outros danos.
Conteúdo
O que o participante sai sabendo fazer: trabalhar essa marca e o que vem dela.
O que o caso mexe em você, seus limites e suas decisões
O que isso está fazendo comigo?
Conteúdo
Fechamento
Um caso complexo é apresentado e o grupo o percorre inteiro pelas nove perguntas, sem condução. Elizabeth intervém apenas ao final.
O que o participante sai sabendo fazer: reconhecer a própria urgência, o desgaste e os limites do que pode conduzir.
"Meu objetivo nestes três meses não foi entregar uma resposta para cada caso. Foi que vocês soubessem quais perguntas fazer diante de qualquer caso."
Fechamento do sexto encontro
Material prévio, os três momentos da sala, as regras e o calendário
Duas horas, ao vivo, com a mesma estrutura nas seis vezes.
imagem-encontro-online.jpg nesta pasta e ela aparece aqui. Sugestão: a foto do encontro online.Um texto curto, de 4 a 6 páginas, enviado antes. O tempo do encontro não é gasto explicando o que dá para ler em casa.
Três momentos, sempre nesta ordem. Quanto tempo cada um leva depende do caso que está na mesa. A conversa sobre os casos é a maior parte do encontro. Se o tempo aperta, encurta a primeira parte, nunca o caso.
Não é uma limitação, é uma escolha. É o que permite falar de caso clínico e do que ele mexe em você com franqueza.
Seis encontros quinzenais ao longo de dez semanas, mais a devolutiva individual de 50 minutos. Cerca de três meses do começo ao fim.
A abordagem, os dois princípios do grupo e o lugar da fé nos casos
A condução é sistêmica. A leitura do caso começa pelo que se repete entre as pessoas. Duas perguntas guiam: o que mantém esse padrão de pé, mesmo com todo o sofrimento, e o que precisa mudar para a mudança ser real, e não o mesmo movimento com outra aparência.
Descrever o que se repete entre duas pessoas não divide entre elas a responsabilidade pelo abuso. Quem pratica a violência responde por ela, inteira. Nesse ponto não existe neutralidade.
O trabalho se concentra nela porque é ela quem está na sala, e é com ela que se pode fazer algo. Não porque o jeito dela explique o que lhe foi feito. Confundir as duas coisas é o erro mais caro dessa área, e ele acontece sem o terapeuta perceber.
A fé aparece com frequência entre os motivos para ficar na relação. No Encontro 3 ela é tratada como material clínico, sem receitar fé e sem tratar a crença como doença.
imagem-devolutiva.jpg nesta pasta e ela aparece aqui.Ao final do trimestre
Cinquenta minutos de devolutiva individual: sem grupo, só sobre a sua clínica.
Uma conversa reservada com Elizabeth depois do sexto encontro, sobre como você está conduzindo seus casos. Uma para cada participante, com horário combinado antes. É o único momento do trimestre em que a conversa é só sua.
Quem conduz
[PREENCHER: foto]
Salve o retrato como foto-elizabeth.png nesta mesma pasta que ele aparece aqui.
Psicóloga, CRP 05/6825. Abordagem sistêmica. Graduada em Psicologia pela [PREENCHER: instituição].
Mais de 40 anos de prática clínica, dos quais [PREENCHER: número de anos] dedicados especificamente ao estudo e atendimento de relações abusivas: abuso emocional na relação, manipulação e dependência emocional. [PREENCHER: experiência em formação, docência ou orientação de outros profissionais]. Autora de Narcisismo à Luz da Bíblia.
Profissionais experientes, tecnicamente sólidos, chegam a esses atendimentos sem nunca terem recebido formação sobre a dinâmica que estão tratando.
É o que ela vê se repetir há décadas: essa formação não existe na graduação, e quase não existe depois dela. É isso que o grupo quer preencher.
Investimento
R$ 2.997
à vista ou em até 12× de R$ 249,75
[PREENCHER: renovação trimestral]. Valor e condição para quem permanece no grupo. A sugestão do plano é R$ 2.697 por trimestre com preço mantido enquanto a participação for contínua, mas isso ainda depende da sua aprovação. Uma linha basta, e ela precisa estar aqui: anunciar "3 meses" sem dizer o que vem depois faz o participante planejar a saída desde o primeiro encontro. Remova esta caixa antes de publicar.
Nenhum pagamento é feito nesta etapa. A cobrança só existe depois do aceite da vaga.
Abre em uma página só com o formulário. Você pode voltar para cá a qualquer momento.