Revendo Caminhos

Grupo de Interlocução Clínica

A dificuldade nesses casos raramente é de competência clínica. É de leitura do caso.

Um grupo fechado de discussão de casos entre psicólogos que atendem vítimas de abuso narcisista e de relações abusivas, conjugais ou familiares.

Este grupo não existe para ensinar psicoterapia a quem já sabe fazer. Existe para preencher o que a graduação não ensinou.

8 vagas 6 encontros quinzenais de 2 horas 3 meses Online, ao vivo Entrada por candidatura
Quero me candidatar

São dez perguntas, cerca de dez minutos. Nenhum pagamento é feito nesta etapa.

O que trava

Você sabe conduzir uma psicoterapia. Não é isso que trava.

O que trava é específico.

[PREENCHER: imagem] salve o arquivo como imagem-sessao.jpg nesta pasta e ela aparece aqui. Sugestão: horizontal, larga.

01

Reconhece o abuso e volta

A pessoa que você atende reconhece que a relação é abusiva. Descreve com precisão o que sofre, chora na sessão. Na semana seguinte, voltou para a relação.

02

A terapia gira em torno de quem abusa

É a quinta sessão consecutiva analisando o comportamento de quem abusa. Você percebe que há dois meses conduz uma terapia sobre alguém que nunca entrou no consultório.

03

O relato se desmente

O relato de hoje desmente o que foi dito há quinze dias. Você não sabe se está diante de distorção de memória, de gaslighting internalizado, ou de um erro próprio de escuta.

Nenhuma graduação em Psicologia no Brasil prepara para esses casos. A formação deu psicopatologia, técnica, ética e escuta clínica. Depois colocou você diante de uma relação com regras próprias. Ela não responde ao raciocínio clínico de sempre, e quase não existe literatura séria sobre ela em português.

O resultado é previsível: gente competente atendendo no escuro. E quase sempre sozinha, porque não há a quem perguntar.

Quem está por perto para conversar conhece bem a abordagem, mas não conhece esse tipo de caso.

Quem participa

Para quem é e para quem não é

O grupo se faz do que cada participante traz. Por isso as duas listas abaixo têm o mesmo peso. Se a segunda descrever o seu momento agora, isso não fala da sua competência. Fala só de encaixe.

Para quem é

Psicólogos que já atendem, ou começaram a receber, casos de relações abusivas: conjugais, familiares ou de outro tipo. Casos de abuso narcisista, manipulação e dependência emocional. E que sabem que não tiveram formação específica sobre isso.

Requisito de participação

Estar atendendo pelo menos um caso assim agora, ou ter atendido nos últimos seis meses. O grupo trabalha sobre casos reais, e é isso que cada participante traz.

Não é indicado para

  • estudantes de Psicologia e profissionais sem prática clínica ativa;
  • quem busca formação inicial em psicoterapia;
  • quem busca elaborar a própria história em uma relação abusiva. Esse trabalho é legítimo e importante, e é comum entre profissionais da área. Mas ele pertence à sua própria terapia, não a este grupo.

O grupo é aberto a profissionais de outras abordagens. O que reúne todos não é a técnica, é o modo de entender o caso. Cada um conduz as intervenções dentro da própria abordagem.

Para deixar claro

O que este grupo é e o que não é

O que é

Um espaço fechado de interlocução clínica e discussão de casos entre profissionais, conduzido por Elizabeth Pimentel.

O que não é

  • psicoterapia dos participantes;
  • curso teórico com discussão de casos anexada;
  • espaço de desabafo profissional, ainda que o desgaste do terapeuta seja tratado clinicamente no Encontro 6.

O ponto que não se negocia

A responsabilidade técnica e ética sobre cada caso permanece integralmente com o profissional que o atende.

Nada do que se discute aqui substitui o seu julgamento clínico, o seu registro em prontuário ou as suas obrigações com o Conselho Regional de Psicologia. Conversar com outros profissionais ajuda a ver o caso de outro ângulo. A decisão continua sendo de quem está na sala e conhece o caso inteiro.

O programa e o método

O que acontece nos três meses

O Percurso de Formulação

As nove perguntas que você leva para qualquer caso: o método do grupo

Apresentado no primeiro encontro e usado em todos os casos que o grupo discute. Não é formulário para preencher. É um jeito de pensar o caso.

São nove perguntas. Elas ajudam a separar o que você observa do que você supõe, a ver o que ainda falta saber, a avaliar risco, a decidir o que vem primeiro e a escolher o que observar nas próximas sessões. Você recebe as nove no primeiro encontro. Elas ficam com você depois do trimestre.

A Ficha de Formulação de Caso é esse mesmo caminho em formato para preencher. Quem vai apresentar usa a Ficha. No sexto encontro, o grupo percorre um caso completo pelas nove perguntas, sem condução.

Os seis encontros

A sequência do trimestre. Clique em cada encontro para ver o conteúdo.

Os encontros não são assuntos soltos. Cada um prepara o seguinte:

  1. 01Enxergar o caso
  2. 02Avaliar o risco
  3. 03Entender por que não muda
  4. 04Corrigir o foco
  5. 05Reconstruir
  6. 06Ver-se dentro da sala
01

O que estou tratando

Como ler o caso quando a relação é abusiva

Isto é conflito relacional ou é uma relação abusiva?

A leitura de caso de sempre não dá conta dessa dinâmica. Este encontro trata do que precisa entrar na leitura e costuma ficar de fora.

Conteúdo

  • diferenciação entre conflito relacional e relação abusiva, o erro clínico mais caro dessa área;
  • dinâmica de poder e controle como eixo de leitura;
  • o que a pessoa atendida relata, o que omite, e por que omite;
  • fatores que sustentam o vínculo, mapeados desde a avaliação inicial;
  • recursos e vulnerabilidades;
  • definição das primeiras prioridades terapêuticas.

Também acontece aqui

Elizabeth apresenta um caso da própria clínica e o percorre ao vivo pelas nove perguntas. É assim que o grupo vai trabalhar nos encontros seguintes. Também acontece aqui a apresentação da Ficha, a definição de quem apresenta em cada encontro e a retomada do contrato.

O que o participante sai sabendo fazer: ler o caso incluindo o que a leitura de sempre não alcança.

02

Risco, segurança e limites da atuação

O encontro que ninguém teve na formação

Você identifica escalada de violência numa sexta-feira à tarde. O que você faz na segunda?

Conteúdo

  • avaliação de risco, e os sinais de que há risco de morte;
  • construção de plano de segurança com quem decide permanecer, e por que recusar-se a isso é abandono;
  • o período pós-ruptura como janela de maior perigo: perseguição, escalada, uso dos filhos;
  • notificação de violência: quando é obrigação do psicólogo e como se faz;
  • registro em prontuário de caso que pode se tornar processo judicial;
  • o que é medida protetiva, o que o psicólogo pode informar e onde termina sua atuação;
  • rede: quando e para onde encaminhar;
  • risco de a pessoa se machucar;
  • por que não atender junto enquanto há violência acontecendo: o risco de "trazer o casal" ou a família, o que acontece depois da sessão com quem você atende, e como responder quando o pedido de terapia conjunta vem dela mesma.

O que o participante sai sabendo fazer: avaliar risco, construir plano de segurança, e saber onde termina sua atuação.

03

"Sabe que sofre. Por que não sai?"

Vínculo, sentimentos contraditórios, permanência e retorno

Por que informação não produz mudança?

Conteúdo

  • o carinho que vem de vez em quando, e por que informação não produz mudança;
  • medo, culpa, vergonha, e a briga interna entre o que se sente e o que se sabe;
  • dependência emocional e dependência material, e a diferença clínica entre as duas;
  • o que se perde na ruptura, incluindo o que ninguém nomeia;
  • fé e ruptura: como cuidar do conflito entre a crença religiosa e a separação, sem tratar a fé como doença e sem apoiar a permanência;
  • o retorno à relação: como lê-lo clinicamente em vez de recebê-lo como fracasso do processo;
  • ajudar sem ocupar o lugar de quem decide.
O encontro que ninguém mais entrega

Quase não existe material em português sobre como cuidar do conflito entre fé e separação. E é justamente a hora em que o terapeuta mais se cala. Não é o encontro mais importante dos seis. É o único cujo conteúdo você não encontra em outro lugar.

O que o participante sai sabendo fazer: ler permanência e retorno clinicamente, sem tomá-los como fracasso.

04

Quando a terapia gira em torno de quem abusa

Devolvendo o foco a quem está na sala

Estou tratando quem?

Conteúdo

  • o deslocamento clínico: de "por que essa pessoa faz isso comigo?" para "o que acontece comigo dentro disso?";
  • explicar a dinâmica quando isso ajuda, e o ponto em que a conversa vira aula sobre narcisismo;
  • por que não se diagnostica quem não está na sala;
  • perguntas que devolvem o foco sem desautorizar quem está na sala;
  • quando falar da outra pessoa é o trabalho, e quando é fuga.

O que o participante sai sabendo fazer: recolocar no centro quem está na sala, sem desautorizar.

05

A confiança na própria percepção

A marca que essa relação deixa, e como reconstruir a partir dela

O que exatamente ficou danificado?

A pessoa sai da relação e continua sem conseguir confiar no que vê, no que sentiu, no que lembra. É essa a marca que essa relação deixa, e é dela que vêm os outros danos.

Conteúdo

  • por que a dúvida sobre a própria percepção é o efeito central do gaslighting prolongado;
  • como se restaura julgamento próprio, e por que discurso de valorização não restaura;
  • decisão, limite e autonomia como consequências da percepção recuperada, não como temas paralelos;
  • luto pela relação, pela versão de si e pelo tempo;
  • identidade e projetos;
  • o medo da próxima relação e o risco de repetição.

O que o participante sai sabendo fazer: trabalhar essa marca e o que vem dela.

06

O terapeuta na sala

O que o caso mexe em você, seus limites e suas decisões

O que isso está fazendo comigo?

Conteúdo

  • a urgência do terapeuta: quando eu preciso que a pessoa que atendo decida algo;
  • raiva de quem abusa, frustração com o retorno, sensação de impotência;
  • identificação com a história, especialmente quando o profissional tem a própria;
  • o desejo de resgatar e a dependência que ele cria;
  • medo de confrontar, medo do abandono da terapia;
  • desgaste, limites e autocuidado profissional;
  • quando encaminhar, quando buscar apoio, quando reconhecer que o caso não é para você.

Fechamento

Um caso complexo é apresentado e o grupo o percorre inteiro pelas nove perguntas, sem condução. Elizabeth intervém apenas ao final.

O que o participante sai sabendo fazer: reconhecer a própria urgência, o desgaste e os limites do que pode conduzir.

"Meu objetivo nestes três meses não foi entregar uma resposta para cada caso. Foi que vocês soubessem quais perguntas fazer diante de qualquer caso."

Fechamento do sexto encontro

Como funciona cada encontro

Material prévio, os três momentos da sala, as regras e o calendário

Duas horas, ao vivo, com a mesma estrutura nas seis vezes.

[PREENCHER: imagem] salve o arquivo como imagem-encontro-online.jpg nesta pasta e ela aparece aqui. Sugestão: a foto do encontro online.

Antes

Um texto curto, de 4 a 6 páginas, enviado antes. O tempo do encontro não é gasto explicando o que dá para ler em casa.

Encontro - 2 horas

Três momentos, sempre nesta ordem. Quanto tempo cada um leva depende do caso que está na mesa. A conversa sobre os casos é a maior parte do encontro. Se o tempo aperta, encurta a primeira parte, nunca o caso.

  • 01 FundamentaçãoDiscussão do material prévio e do que ele levanta na prática de cada um.
  • 02 CasosUm ou dois casos, previamente enviados por ficha, percorridos pelas nove perguntas.
  • 03 SínteseO que este caso ensina que se transfere para outros.

As regras que sustentam o formato

  • Rodízio de apresentação definido no Encontro 1, para que cada participante saiba com antecedência quando apresenta.
  • Casos enviados por ficha até 72 horas antes do encontro.
  • Sigilo entre todos: nenhum nome, inicial, cidade ou detalhe que permita identificar alguém. O contrato do grupo tem sete regras, e todos assinam antes do primeiro encontro.
  • Os encontros não são repostos individualmente. Quem falta recebe o material prévio daquele encontro.
Não há gravação

Não é uma limitação, é uma escolha. É o que permite falar de caso clínico e do que ele mexe em você com franqueza.

Sobre os três meses

Seis encontros quinzenais ao longo de dez semanas, mais a devolutiva individual de 50 minutos. Cerca de três meses do começo ao fim.

[PREENCHER: datas da primeira turma]. A proposta do plano é de 15/09 a 24/11/2026, terças-feiras das 19h30 às 21h00, com as devolutivas individuais entre 25/11 e 11/12/2026. Nada disso está confirmado. Escreva aqui as seis datas definitivas e o horário. Remova esta caixa antes de publicar.

Como o grupo é conduzido

A abordagem, os dois princípios do grupo e o lugar da fé nos casos

A condução é sistêmica. A leitura do caso começa pelo que se repete entre as pessoas. Duas perguntas guiam: o que mantém esse padrão de pé, mesmo com todo o sofrimento, e o que precisa mudar para a mudança ser real, e não o mesmo movimento com outra aparência.

Descrever o padrão não divide a responsabilidade

Descrever o que se repete entre duas pessoas não divide entre elas a responsabilidade pelo abuso. Quem pratica a violência responde por ela, inteira. Nesse ponto não existe neutralidade.

O trabalho é com quem está na sala. A causa não está nela.

O trabalho se concentra nela porque é ela quem está na sala, e é com ela que se pode fazer algo. Não porque o jeito dela explique o que lhe foi feito. Confundir as duas coisas é o erro mais caro dessa área, e ele acontece sem o terapeuta perceber.

A dimensão espiritual

A fé aparece com frequência entre os motivos para ficar na relação. No Encontro 3 ela é tratada como material clínico, sem receitar fé e sem tratar a crença como doença.

[PREENCHER: imagem] salve o arquivo como imagem-devolutiva.jpg nesta pasta e ela aparece aqui.

Ao final do trimestre

Cinquenta minutos de devolutiva individual: sem grupo, só sobre a sua clínica.

Uma conversa reservada com Elizabeth depois do sexto encontro, sobre como você está conduzindo seus casos. Uma para cada participante, com horário combinado antes. É o único momento do trimestre em que a conversa é só sua.

Quem conduz

Elizabeth Pimentel

Retrato de Elizabeth Pimentel

[PREENCHER: foto]

Salve o retrato como foto-elizabeth.png nesta mesma pasta que ele aparece aqui.

Elizabeth Pimentel · CRP 05/6825

Psicóloga, CRP 05/6825. Abordagem sistêmica. Graduada em Psicologia pela [PREENCHER: instituição].

Mais de 40 anos de prática clínica, dos quais [PREENCHER: número de anos] dedicados especificamente ao estudo e atendimento de relações abusivas: abuso emocional na relação, manipulação e dependência emocional. [PREENCHER: experiência em formação, docência ou orientação de outros profissionais]. Autora de Narcisismo à Luz da Bíblia.

[PREENCHER, opcional] Quantas pessoas com esse perfil você já atendeu ("mais de X pessoas atendidas"). Use só se houver um número que você sustenta se questionada; na dúvida, omita. Remova esta caixa antes de publicar.

Profissionais experientes, tecnicamente sólidos, chegam a esses atendimentos sem nunca terem recebido formação sobre a dinâmica que estão tratando.

É o que ela vê se repetir há décadas: essa formação não existe na graduação, e quase não existe depois dela. É isso que o grupo quer preencher.

Investimento

R$ 2.997

à vista ou em até 12× de R$ 249,75

  • 12 horas de discussão clínica em grupo fechado
  • Devolutiva individual de 50 minutos com Elizabeth ao final do trimestre, sobre a condução dos seus casos
  • Material de leitura para cada um dos seis encontros
  • A Ficha de Formulação de Caso e o Percurso de Formulação, para uso permanente na sua prática
  • Certificado de participação com carga horária

[PREENCHER: renovação trimestral]. Valor e condição para quem permanece no grupo. A sugestão do plano é R$ 2.697 por trimestre com preço mantido enquanto a participação for contínua, mas isso ainda depende da sua aprovação. Uma linha basta, e ela precisa estar aqui: anunciar "3 meses" sem dizer o que vem depois faz o participante planejar a saída desde o primeiro encontro. Remova esta caixa antes de publicar.

Nenhum pagamento é feito nesta etapa. A cobrança só existe depois do aceite da vaga.

A candidatura

  • Dez perguntasCerca de dez minutos. A maior parte do tempo está nas duas que de fato decidem.
  • Resposta em até cinco dias úteisEm qualquer cenário: vaga, lista de espera ou recusa.
  • Nenhum pagamento nesta etapaA cobrança só existe depois do aceite da vaga.
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